Entenda sobre Manipulação
   
 
 
 


Histórico da manipulação de medicamentos

Estudos apontam que a manipulação começou com o grego Galeno de Pérgamo (131-201 d.C.), que realizou pesquisas e deixou uma vasta obra de mais de 100 volumes em que se misturavam observações próprias, listas de tratamento para cada doença, os nomes de medicamentos tradicionais e manipuláveis da época. Sua influência durou aproximadamente um milênio.

No ano 300 da era cristã, Cosme e Damião destacaram-se pela dedicação ao tratamento, acompanhamento e orientação dos enfermos da época. Cosme examinava os pacientes, enquanto Damião manipulava as drogas e medicamentos. Ambos foram martirizados por suspeita de bruxaria e canonizados pela Igreja Católica no ano 500.

Durante a Idade Média, foi explorada por Paracelso a alquimia-fusão, ou mistura, que tinha como meta a transformação de substâncias por processos químicos e a transmutação dos metais.

A alquimia foi colocada a serviço da cura dos doentes, porém, sempre foi praticada secretamente, pois era alvo de perseguição por parte da Igreja Católica. Apesar da perseguição, muitos alquimistas dedicaram-se à preparação de drogas, xaropes, pomadas, corantes e perfumes, tendo esta última especialidade se desenvolvido mais intensamente na França, fazendo inclusive parte da cultura daquele país.

Nos séculos seguintes, a ciência farmacêutica acompanhou de perto as evoluções da ciência química, tendo o seu conhecimento se expandido muito entre os séculos XVI e XIX, período em que ocorreram muitas descobertas na química.

Como toda ciência, a farmácia continua evoluindo a passos largos, fornecendo à medicina novas possibilidades de tratamento a cada dia. De acordo com estudos realizados pelo Conselho Regional de Farmácia do Paraná, atualmente, 5% de todas as farmácias do país são de manipulação e 7% dos medicamentos têm origem magistral. Todas as farmácias que manipulam fórmulas são fiscalizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).