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Coronavírus: quais os sintomas e os riscos da doença?

Mais de 80 mil casos foram registrados ao redor do mundo, e 2.762 pessoas morreram — sendo mais de 95% delas na China.

O Brasil registrou nesta quarta-feira (26) o primeiro caso da doença.

Quais são os sintomas

A doença parece se manifestar com um quadro de febre, acompanhada por tosse seca.
Após uma semana, provoca dificuldade para respirar e alguns pacientes necessitam de tratamento hospitalar.

Raramente, a infecção parece causar espirros ou secreção nasal.

Sintomas do covid-19

Dor de cabeça, tosse, dificuldade para respirar, dor muscular, febre e cansaço.

A doença parece começar com febre seguida de uma tosse seca e, após uma semana, leva a falta de ar com alguns pacientes necessitando de tratamento hospitalar.

O período de incubação — tempo decorrido entre o contágio e o surgimento dos primeiros sintomas — dura até 14 dias, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Mas alguns pesquisadores acreditam que pode ser de até 24 dias. E, segundo cientistas chineses, alguns pacientes podem transmitir o vírus mesmo antes do aparecimento dos sintomas.

Quão letal é o novo coronavírus?

Com base em dados de 44 mil pacientes infectados pelo novo coronavírus, a OMS informa que:

- 81% desenvolvem sintomas leves;
- 14% desenvolvem sintomas graves;
- 5% ficam em estado crítico.

A proporção de mortes causadas pela doença parece baixa (entre 1% e 2%) — mas as estatísticas não são confiáveis.

Milhares de pacientes que ainda estão sendo tratadas podem morrer, o que aumentaria a taxa. Por outro lado, também não está claro quantos casos leves podem não ter sido reportados, então a taxa de mortalidade também pode ser menor.

Para efeito de comparação, cerca de um bilhão de pessoas pegam influenza, vírus da gripe, todos os anos, que provoca de 290 mil a 650 mil mortes. A gravidade da gripe muda a cada ano.

O coronavírus tem tratamento ou cura?

No momento, o tratamento consiste no básico — manter o corpo do paciente funcionando, o que inclui oferecer suporte respiratório, até que o sistema imunológico dele seja capaz de combater o vírus.

Mas os cientistas estão trabalhando para desenvolver uma vacina, e a expectativa é que seja testada em humanos até o fim deste ano.

Os hospitais também estão testando medicamentos antivirais para verificar se têm algum efeito.

Como posso me proteger?

- Lavar as mãos (sabão ou álcool em gel podem matar o vírus);

- Cobrir a boca e o nariz ao tossir e espirrar, de preferência com um lenço de papel, e lavar as mãos depois, para evitar que o vírus se propague;

- Evitar passar a mão nos olhos, nariz e boca — se você tocar uma superfície contaminada pelo vírus, poderá transferi-lo para o seu corpo;

- Não ficar muito perto de pessoas tossindo, espirrando ou com febre. Idealmente, mantenha pelo menos 1 metro de distância.

Quão rápido o vírus se espalha?

Milhares de novos casos estão sendo registrados todos os dias. No entanto, os analistas acreditam que a real dimensão do surto pode ser 10 vezes maior que os números oficiais indicam.

Já foram registrados casos em mais de 40 países, o que aumenta o temor de que se torne uma pandemia — termo usado para descrever quando uma doença infecciosa ameaça diferentes partes do mundo simultaneamente.

A OMS disse estar preocupada com o número de casos sem relação direta com a China e afirmou que a "janela de oportunidade para conter o vírus está se estreitando".
Como gripes e resfriados tendem a se espalhar mais rapidamente no inverno, há esperança de que a mudança de estação no hemisfério norte possa ajudar a deter o surto.

É importante lembrar, no entanto, que uma variedade diferente de coronavírus — causador da síndrome respiratória do Oriente Médio (Mers), por exemplo — surgiu no verão, na Arábia Saudita, então não há garantias de que o clima mais quente interrompa o surto.